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Franca está há 45 dias sem novos casos ou mortes de idosos acima dos 90 anos por covid-19

Antes da conclusão da vacinação para esta faixa etária, a cidade registrava, em média, uma morte de idosos com mais de 90 anos a cada 15 dias. Após as duas doses aplicadas, nenhum francano com esta idade veio a óbito. Franca8 horas atrás Victor Linjardi da Redação A- A+

Dirceu Garcia/GCN


Uma das primeiras idosas acima dos 90 anos sendo imunizadas em Franca Um dos primeiros grupos imunizados contra a covid-19 no Estado de São Paulo foi de idosos acima dos 90 anos. Em Franca, a segunda dose da vacina começou a ser distribuída para esta faixa etária no dia 3 de março. Tecnicamente, os primeiros imunizados deste grupo começaram a produzir anticorpos no dia 18 de março e, desde desta data, apenas um óbito foi registrado - no dia 20 do mesmo mês. A partir de então, são 45 dias sem nenhuma morte contabilizada por covid-19 acima dos 90 anos.



O levantamento feito pelo GCN mostra que no primeiro dia de aplicação de segunda dose em idosos com 90 anos ou mais, o total de óbitos deste público era 21. De acordo com o Instituto Butantan, o período para criação de anticorpos da Coronavac é em média duas semanas. Levando em conta 15 dias após o início da distribuição das doses complementares, as mortes deste grupo subiram para 24 – três em relação ao primeiro dia.



Foi no dia 20 de março que o boletim epidemiológico da Prefeitura registrou o último óbito de um idoso acima dos 90 anos, levando o total a 25 mortes. Desde então, mais nenhuma pessoa deste grupo perdeu a vida. No boletim desta segunda-feira, 3, o número ainda era 25.


O levantamento mostra a eficácia da imunização completa. Em 360 dias, eram 24 mortes deste público, o que equivale a um óbito a cada 15 dias. Agora, já são 45 dias sem nenhum registro sequer.



Para o médico chefe da Vigilância Epidemiológica de Franca, Homero Rosa, este era o cenário esperado. “Com o avanço da vacinação, nossa expectativa era essa diminuição nos casos e óbitos. Quem lida com a imunização já sabia que aconteceria essa repercussão positiva.”



Homero ainda ressalta a importância de atingir ainda mais públicos com a campanha. “Nossa intenção é vacinar o máximo possível da população para diminuir a força do vírus na cidade e diminuir o número de doentes. Desta forma, teremos menos casos graves e menos óbitos.” O médico conclui que o objetivo é atingir este patamar de imunizados até o fim de 2021.


Quando observadas outras faixas etárias que ainda não começaram a se vacinar, o cenário é oposto. Comparando as mesmas datas, as mortes entre adultos de 40 a 49 anos cresceram. No dia 3 de março, eram 28 óbitos nestas idades, enquanto no dia 1º de maio já estavam em 45.



Mais evidente fica a comparação para 50 a 59 anos. Este público, no dia 3 de março, totalizava 40 óbitos para o coronavírus, enquanto no boletim desta segunda, 3, eram 69. Ainda mais expressiva é a diferença de mortes entre um período e outro para idosos entre 60 e 69 anos. Na primeira data de comparação, eram 72 vidas perdidas, enquanto o último registro marcava 118 óbitos.



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Em meados de março, o GCN já havia mostrado a diferença nos números para 90 anos ou mais apenas com a primeira dose do imunizante. Na ocasião, a queda de óbitos era de 66%. No mês de abril, no entanto, foi de 100%. Nenhum óbito foi registrado no quarto mês do ano para este grupo já totalmente vacinado.


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